Em tempos de internet e o fácil acesso aos conteúdos de todos os tipos, a pornografia e a masturbação se tornaram temas cada vez mais presentes, apesar de ainda estar cercados de tabu e silêncio. Embora sejam experiências comuns e naturais em certa medida, é importante entender como elas podem afetar negativamente a vida sexual, quando deixam de ser práticas pontuais e passam a interferir no bem-estar psicológico.
Pois, com o passar do tempo, a masturbação e a pornografia podem se transformarem em vício sexual, na medida que a pessoa vai perdendo o controle sobre a frequência e a intensidade dos comportamentos, diante da dificuldade de regular emocionalmente. Tendo em vista que, mesmo a pessoa identificando os impactos negativos em sua vida pessoal, emocional, espiritual e relacional, ainda assim, não consegue parar sozinha.
Existem vários fatores que contribuem para a intensificação e até a falta de controle desses comportamentos sexuais, como a baixa autoestima, que é a maneira como a pessoa se vê não sendo boa o suficiente, incapaz, insegura, medrosa, e como percebe os outros de forma idealizada, criando expectativas distorcidas e irreais sobre o sexo ideal e o próprio valor.
Quer saber mais sobre o assunto? Continue lendo abaixo.
Quando à pornografia e à masturbação viram um vício
Isso acontece quando à masturbação e à pornografia, ficam intensas, persistentes e sem controle, ou seja, deixam de ser escolhas conscientes e passam a ser impulsos difíceis de controlar, caracterizando como transtorno do comportamento sexual compulsivo (6C72). Impactando negativamente em todas as áreas da sua vida, como trabalho, relacionamento, vida social, cuidado com a saúde. Assim, agravando ainda mais a autoestima, por se sentir fracasso em não conseguir controlar.
O vício na pornografia e na masturbação é uma sensação prazerosa e temporária de alívio diante do medo de buscar encontros amorosos, dificuldade no relacionamento, baixa habilidade social, insatisfação do momento da vida, solidão, ansiedade, depressão, estresse no trabalho e tantas outras emoções e sentimentos desconfortáveis.
Diante de tanto sofrimento que as pessoas vêm passando pela dificuldade de controlar seus impulsos sexuais, as pesquisas estão focadas em modelos de tratamentos eficazes. Como por exemplo, o estudo recente do Scanavino, Treatment effects and adherence of sexually compulsive men in a randomized controlled trial of psychotherapy and medication, referência no Brasil, sobre comportamento sexual compulsivo, pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), o qual faço parte, mostrou resultados excelentes na redução da masturbação e pornografia, com ambos tratamentos psicoterapêutico e farmacológico.
Pesquisas apontam prejuízos causados pelo vício na masturbação e pornografia
Primeiramente, cabe enfatizar que os prejuízos advindos da masturbação e da pornografia, vem da falta de controle dos comportamentos sexuais, e não pela prática sexual, pois estes comportamentos fazem parte da vida sexual. Portanto, quais os desfechos negativos causados pelo excesso em masturbação e pornografia? Os impactos na saúde sexual e saúde mental.
Dificuldade com desempenho sexual é bem relatado por homens que consomem pornografia junto com a masturbação em excesso, desenvolvendo certas disfunções como dificuldade de ereção com parceiros reais (disfunção erétil psicogênica – fatores psicológicos), disfunção retardada, a perda de desejo e até ausência de prazer (anorgasmia).
O pesquisador Perelman, coloca que a associação de disfunção eréctil e de ejaculação retardada é um “estilo masturbatório idiossincrático”, sendo uma técnica que não é duplicada nas relações sexuais com o parceiro. Uma vez que, este estilo pode envolver rituais especiais, velocidade, pressão, e intensidade específicas, autocontrolo para interromper a ejaculação no último momento pré-orgásmico (edging) ou fantasias eróticas sofisticadas e irrealistas, fomentada pelo excesso da pornografia.
Em outras palavras, essas práticas sexuais fora de controle podem gerar distorções na relação com a parceria, dado que as expectativas vão se tornando irreais sobre o desempenho sexual e a imagem corporal, dificultando a intimidade e o afeto com parceiros reais.
Sem dúvida a saúde mental será afetada com problemas emocionais e psicológicos, pelo vício. Tendo em vista que, o sentimento pela perda de controle sobre seus comportamentos sexuais é motor para: crises de ansiedade, depressão e muita culpa por se sentir um fracasso, o que afeta a autoestima.
Uma boa notícia é que tem tratamento, e eu posso te ajudar.
Sou psicóloga especialista em tratamento do comportamento sexual compulsivo, como: masturbação e pornografia fora do controle. Minha pesquisa de mestrado foi sobre comportamento sexual compulsivo pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – HCFMUPS, com mais de 10 anos tratando pessoas que procuram ajuda no Ambulatório de Impulso Sexual Excessivo no Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP, o único ambulatório no Brasil especializado em comportamento sexual compulsivo.
Se você se identificou com os comportamentos citados e, ou estiver sofrendo por não conseguir controlar esse comportamento devido à dificuldade de vincular, de ter encontros, de se sentir inseguro e com baixa autoestima, eu posso te ajudar a entender o que vem acontecendo em sua vida. O mais importante é saber que isso não te define como pessoa e que buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas de coragem.
Eu sou Patricia, psicóloga especializada no tratamento do comportamento sexual compulsivo. Tenho anos de experiência ajudando pessoas a lidarem com suas questões sexuais e afetivas. Se você se identificou com esse texto, entre em contato comigo. Posso te ajudar a transformar sua relação consigo mesmo — e com quem está ao seu lado.






